
O amor é um sentimento inesquecível, experimentado e esperado pelas pessoas, e já no séc. XVI era tema-chave nas comédias do dramaturgo francês Molière.
Durante essa época, entretanto, era caracterizado de forma crítica, visando satirizar os costumes vigentes. Dessa forma, mostrava esse sentimento com suas ambigüidades - ao retratar a falsidade nas relações humanas e matrimoniais.
Nesse projeto “Ai, amor...”, a Cia Teatral Boccaccione traz três cenas curtas sobre o amor, na visão do autor francês. Cada cena sob um prisma diferente constrói a ponte entre o passado e o presente, tornando-se muito familiar ao público. Pois embora homens e mulheres transformem-se ao longo do tempo, conquistem espaço e busquem superar-se dia após dia, o amor é atemporal e universal, fazendo com que a identificação do público com a obra seja constante, independente da época que foi concebida.
Em três cenas ("O Amor Também é Dor", "O Casamento da Doente Imaginária" e "Fidelidade") adaptadas de quatro obras do clássico dramaturgo Molière, a temática do amor é abordada de diferentes maneiras, explorando a tradicional comicidade na rua.
Estruturado em três esquetes cômicas que retratam o sentimento de amor, "Ai, Amor..." é exposto por contrastantes formas das relações humanas através da obra de Molière.
A cena “O amor também é dor”, adaptada da peça “O Médico à Força”, narra o conflito entre o casal Sganarello e Martinha, mostrando de maneira dinâmica e descontraída a opinião de cada um em relação ao matrimônio e as diferenças superficiais entre o homem e a mulher. Martinha, dona de casa, resolve discutir a relação com Sganarello, lenhador que não consegue largar a bebida, e após muitas desavenças ela acaba apanhando do marido. A briga é interrompida por Senhor Roberto, homem justo e honesto, que, inconformado com a cena que vê, toma partido e tenta proteger Martinha, mas ela não se mostra indefesa e acaba por expulsá-lo. Sganarello se arrepende e tenta a reconciliação com a Martinha, mas esta, diante da humilhação que passara, promete vingança.
Na cena “O Casamento da doente imaginária”, livremente adaptada das obras “O Doente Imaginário” e “O Amor Médico”, Angélica e Cleanto formam um casal de jovens apaixonados que se encontram sob disfarces para contornar as proibições de Argan, pai da mocinha. O velho hipocondríaco usa de suas doenças imaginárias para impedir que sua filha realize seu maior sonho: se casar com Cleanto. A partir daí, Angélica elabora um plano com seu amado, que, travestido de médico, tenta conseguir a aprovação do pai de sua amada a partir da mais forte característica do velho.
A cena “Fidelidade”, adaptada da peça “Escola de Mulheres”, retrata a história de Inês, uma jovem criada em um convento por Arnolfo, que visava educá-la conforme seus valores para depois casar-se com ela. Porém, quando cresce, a jovem apaixona-se por um rapaz de sua idade. Seu tutor - homem mais velho- empenha-se em reconquistar a obediência da moça, de modo que ela se case com ele, como planejara. O conflito entre o casal instala-se, pois interesses pessoais são postos acima de um bem comum, realidade comumente vista nos tempos de hoje.
DIREÇÃO E CONCEPÇÃO: João Paulo Fernandes
TEXTO: Molière
ADAPTAÇÃO: Cia. Teatral Boccaccione
ATUAÇÃO:
Karol Nurza
Lilian Amantea
Marcelo Ribeiro
Michel Masson
Milton Ávila
Naná Bertchelly
Nathália Fernandes
PREPARAÇÃO VOCAL: Lilian Amantea
DIREÇÃO MUSICAL: Lilian Amantea e Milton Ávila
PREPARAÇÃO CORPORAL: Milton Ávila
FIGURINOS: João Paulo Fernandes
COSTUREIRA: Bel Honorato e Zezé Cherubini
CENOGRAFIA: João Paulo Fernandes
CENOTÉCNICO: João Rosa
ADEREÇOS: Cia. Teatral Boccaccione
ARTISTA GRÁFICO: Eduardo Honorato
FOTÓGRAFO: Túlio Nunes
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Nathália Fernandes e Tereca Corbani
PRODUÇÃO: Cia. Teatral Boccaccione
DURAÇÃO: 45 minutos